sábado, 19 de outubro de 2013

Give me truth.












Deixou lá seu coração e, descompassado, saiu a dançar.
Subindo, me traí. Atraí a verdade.
Não me dê amor. Não tenho expiação. A expiação é o exílio, o resto são chamas.
Dê-me verdade. A explicação é esta, o resto a chama.
Mas como escapar de mim mesmo?
Perdas são potencialidades. Sementes plantadas no hoje, alimento do amanhã. Vontade de rir! Para não dizer dor.
Como exilar-me de mim?  O resto são chamados.
Amores líquidos são o vazio, o sei. Não siga meu exemplo, Mariana, amores são alimento, exílio, e vento.
Hoje, há fome.

Para não dizer, dor.

***

Cerrar los Ojos (Lisandro Aristimuño)

Pena me dio no verte,
sacarle la soga a la muerte,
sin piedad y sin razón
han destrozado la ilusión
de toda la gente que vive sola
atada a un cruel destino,
si no hay camino por recorrer,
cerrar los ojos es perder.
(Y una vez mas es así)

Sigo creyendo en sueños,
que los días no tienen dueño
y que hay verdad y que hay amor.
Cerrar los ojos es perder.

Frío de la noche,
no hay nombre para este dolor.
Cielo de mis noches,
que viva la revolución.

***

Foto de Colônia, Uruguai, dias ensolarados e frios daquele início de outubro de 2013. Azulejos testemunham o passado português, canhões, luta. Tudo é verdade.

***

"Rather than love, give me truth" (Thoreau)

2 comentários:

  1. seja sempre por inteiro
    nessa estrada
    certamente
    o cotidiano pode nos surpreender

    fica com Deus

    Da amiga que torce por ti
    Carmela

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  2. Luiz, eu e você precisamos do amor que é verdade, e não daquele que é alimento consumido à luz de vela, e que se consome como a chama, enquanto não a apaga o vento. Vamos tentar desistir de abrigar-nos contra o vento e abrir-nos para a brisa.

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