quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Parece cocaína


Você precisa acreditar
Precisa acreditar
A Amazônia, o Japão
Tudo é tão relativo
O espaço é reativo
O tempo é criativo
Naus

Você tende acreditar
Na força do leito
O Rio, vertente
Peirce.
Tudo é absolutamente
O tempo é um
O espaço é dois
Céus

Você tem de crer
Você
Na chuva, o Acre
Empate
Tudo é tão simplesmente
O espaço indiferente
O tempo inexistente
Em Iraque, aqui
Sóis

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Foto: Shibuya, Tóquio, 2010

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"Se pudéssemos conservar a energia que prodigamos nessa sucessão de sonhos realizados noturnamente, a profundidade e a sutileza do espírito alcançariam proporções insuspeitáveis. O argumento de um pesadelo exige um desgaste nervoso mais extenuante que a construção teórica melhor articulada. Como, após o despertar, recomeçar a tarefa de alinhar ideias quando, na inconsciência, estávamos imersos em espetáculos grotescos e maravilhosos, e perambulávamos através das esferas sem o obstáculo da antipoética Causalidade? Durante horas fomos semelhantes a deuses ébrios e, subitamente, quando os olhos abertos suprimem o infinito noturno, temos que voltar a enfrentar, sob a mediocridade do dia, uma porção de problemas incolores, sem que nos ajude nenhum dos fantasmas da noite".

(Cioran, Breviário de decomposição, trad. José Thomaz Brum, Editora Rocco, 2011) 

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vento frio e úmido marítimo persistente garante um começo de madrugada com variação de nuvens e temperatura amena em São Paulo nesta quarta-feira. No momento os termômetros registram 16 graus  Áreas de instabilidade seguem ativas e proporcionam uma noite de tempo chuvoso na capital federal E avançam provocando chuva forte e trovoadas sobre toda a região Para o final de semana, a previsão é de

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Absolutos, relativos.

Três.

domingo, 27 de outubro de 2013

Predicado


Sujeito mais verbo mais
ontem pela manhã. Por um ônibus na pista lateral da Marginal
Sentido: Centro.
Represália. Ação. PM.
Passivo: Reativo
Pensamento. Sentimento.
Cidade, alta.
Advérbio. Modo. Tempo.
Verbo: Transitivo
Sujeito: indeterminado.
     Separa
Sentido: Dentro.
Chama. Complemento.
Ardência. Ao urinar, ao longe, multidão, vertente.
Fértil. Oriente. Amazonas. Irã, Rio. Vento
Sorrio. Tédio. Sorrio.
Ocidente. Japão. Cio
Conciliação.
Despacho. Cumpra-se. F@@a-se.
Sujeito: Oculto
Objeto: Direto
     Une
De novo: Again
Morde. Não. Lento. Gruda
Cola
Adjunto.
Em mim, sujeito
ativo, como.
Você: Complemento
(modos)
Dormir e virar, vírgula, sonhar.
Ponto.

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Fotos. Sequência. Manhã. Domingo. Parque. Tóquio. 2010.

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Em português errado, essa todos conhecem:

Vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre
Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente
Estou cansado de bater e ninguém abrir
Você me deixou sentindo tanto frio
Não sei mais o que dizer

Te fiz comida, velei teu sono
Fui teu amigo, te levei comigo
E me diz: pra mim o que é que ficou?

Me deixa ver como viver é bom
Não é a vida como está, e sim as coisas como são
Você não quis tentar me ajudar
Então, a culpa é de quem? A culpa é de quem?

Eu canto em português errado
Acho que o imperfeito não participa do passado
Troco as pessoas
Troco os pronomes

Preciso de oxigênio, preciso ter amigos
Preciso ter dinheiro, preciso de carinho
Acho que te amava, agora acho que te odeio
São tudo pequenas coisas e tudo deve passar

Acho que gosto de São Paulo
E gosto de São João
Gosto de São Francisco e São Sebastião

(Legião urbana, Meninos e meninas)

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Feliz

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Ontem, Eastman Dance Company na Temporada 2013 do Teatro Alfa. Projeto Puz/zle: www.east-man.be/en/14/12/Puzzle

Do mármore vieste...

sábado, 19 de outubro de 2013

Give me truth.












Deixou lá seu coração e, descompassado, saiu a dançar.
Subindo, me traí. Atraí a verdade.
Não me dê amor. Não tenho expiação. A expiação é o exílio, o resto são chamas.
Dê-me verdade. A explicação é esta, o resto a chama.
Mas como escapar de mim mesmo?
Perdas são potencialidades. Sementes plantadas no hoje, alimento do amanhã. Vontade de rir! Para não dizer dor.
Como exilar-me de mim?  O resto são chamados.
Amores líquidos são o vazio, o sei. Não siga meu exemplo, Mariana, amores são alimento, exílio, e vento.
Hoje, há fome.

Para não dizer, dor.

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Cerrar los Ojos (Lisandro Aristimuño)

Pena me dio no verte,
sacarle la soga a la muerte,
sin piedad y sin razón
han destrozado la ilusión
de toda la gente que vive sola
atada a un cruel destino,
si no hay camino por recorrer,
cerrar los ojos es perder.
(Y una vez mas es así)

Sigo creyendo en sueños,
que los días no tienen dueño
y que hay verdad y que hay amor.
Cerrar los ojos es perder.

Frío de la noche,
no hay nombre para este dolor.
Cielo de mis noches,
que viva la revolución.

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Foto de Colônia, Uruguai, dias ensolarados e frios daquele início de outubro de 2013. Azulejos testemunham o passado português, canhões, luta. Tudo é verdade.

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"Rather than love, give me truth" (Thoreau)